Os Piercings e tatuagens fazem parte da história da humanidade. Durante milhares de anos, os piercings foram usados como símbolo espiritual, sinal de status social, proteção ou simplesmente para fins estéticos. No entanto, ainda hoje são cercados por rumores, alertas exagerados e opiniões sem fundamento científico, o que pode gerar medo ou confusão em quem considera fazer um piercing.
Nas linhas a seguir, vamos Desmistificando os mitos mais comuns sobre piercings. Nossa abordagem se baseia na experiência de profissionais de piercing, em critérios médicos e nas melhores práticas de higiene e cuidados posteriores. Nosso objetivo não é pressioná-lo(a) a fazer um piercing, mas sim ajudá-lo(a) a tomar uma decisão informada, livre de alarmismo e falsas garantias.
Mito 1: A pistola de piercing é melhor que a agulha.
Um dos mitos mais difundidos é que A arma é o meio mais seguro e rápido. É comum fazer um piercing na orelha, principalmente no lóbulo. Esse é o método típico usado em muitas farmácias e lojas de acessórios, o que leva muitas pessoas a considerá-lo inofensivo, quase como um brinquedo.
A realidade é que O uso de arma de fogo é um dos métodos mais agressivos e menos recomendados.Funciona por pressão: o brinco é disparado através do tecido com um impacto repentino, sem o mesmo controle de uma agulha oca profissional. Esse impacto pode lacerar o tecido em vez de separá-lo com precisão, criando microlesões que dificultam a cicatrização.
Além disso, Armas de fogo costumam ser mais difíceis de esterilizar adequadamente.Muitas agulhas possuem partes plásticas que não suportam a esterilização em autoclave. Se não forem rigorosamente desinfetadas entre clientes, podem se tornar uma fonte de transmissão de bactérias e outros patógenos. Uma agulha estéril de uso único, por outro lado, é descartada após cada perfuração.
Por todos esses motivos, os especialistas concordam: A agulha é o método preferido para a maioria dos piercings.Permite o controle milimétrico do ângulo, da profundidade e da trajetória, minimiza o trauma à pele e promove uma cicatrização mais rápida e limpa, tanto nos lóbulos quanto na cartilagem.
Mito 2: Todos os piercings infeccionam facilmente
Outra crença muito comum é que Fazer um piercing é quase sinônimo de infecção.Muitas vezes, a culpa é atribuída ao próprio piercing, como se o simples uso de joias através da pele fosse um caminho direto para complicações.
Na realidade, a maioria dos problemas surge porque falta de higiene, manuseio excessivo ou má qualidade do materialUma perfuração realizada em um estúdio profissional, com agulhas esterilizadas, luvas, superfícies desinfetadas e joias de qualidade (titânio de grau cirúrgico, aço cirúrgico certificado, ouro de liga fina) apresenta baixo risco de infecção, desde que os cuidados posteriores sejam seguidos.
O problema é que muitas pessoas Eles tocam constantemente na peça com as mãos sujas.Elas giram o brinco "para que não grude", removem e reinserem prematuramente, dormem com a área recém-perfurada em contato com a pele ou usam indiscriminadamente produtos inadequados, como álcool ou água oxigenada. Tudo isso irrita o tecido, rompe a barreira de cicatrização e cria um ambiente propício à entrada de bactérias.
Os especialistas recomendam Limpeza suave com solução salina ou produtos específicos.Não remova a joia até que o profissional que fez o piercing lhe dê instruções, evite piscinas e spas durante as primeiras semanas e procure atendimento médico se notar vermelhidão intensa, aumento da dor ou secreção amarelada com odor desagradável.
Mito 3: Qualquer peça e material servem para um piercing novo.
É muito tentador pensar que Você pode estrear um piercing com qualquer brinco que quiser.Ouro herdado, prata que tínhamos em casa, bijuterias baratas ou o primeiro aço que encontramos online. Mas o material e o formato da joia influenciam muito a cicatrização do piercing.
Para um primeiro piercing, os profissionais recomendam titânio de grau implantável como uma opção mais seguraTrata-se de um material extremamente biocompatível e hipoalergênico, com uma porcentagem muito baixa de reações adversas. Outra alternativa aceitável, desde que devidamente certificada, é o aço inoxidável de grau cirúrgico.
A prata e algumas ligas de ouro podem liberar pequenas quantidades de níquel ou outros metais que causam dermatite de contato, vermelhidão constante e coceira. Bijuterias sem controle de qualidade são ainda piores: revestimentos de baixa qualidade, vernizes, metais de origem duvidosa… tudo isso aumenta o risco de alergias e complicações.
O formato também é fundamental: Aros finos e pequenos não são recomendados para iniciantes.Por se movimentarem mais, pressionam as bordas do piercing e podem enroscar no cabelo ou na roupa. Para a fase inicial, geralmente são preferíveis labrets, barras ou brincos retos com espaço suficiente para que o tecido inche ligeiramente sem ficar apertado.
Mito 4: Girar a joia ajuda na cicatrização.
Muitas pessoas ouvem desde a infância que O brinco precisa ser girado várias vezes ao dia. Para “evitar que fique preso” ou “que feche”. Esse conselho, repetido à exaustão, é um dos mais prejudiciais para um piercing recente.
Quando um piercing é feito, o corpo começa a se formar. um canal de tecido novo ao redor da joiaNesse processo, o fluido tecidual se acumula, forma-se uma espécie de crosta interna e as células se organizam para fechar a ferida de maneira controlada. Se torcermos ou movermos a peça à força, rompemos esse tecido frágil a cada vez.
O resultado é que a ferida torna-se crônicaSangra ou secreta mais, fica mais vermelho, dói ao toque e pode até causar infecções. Além disso, se mexermos na joia com as mãos sujas, introduzimos sujeira diretamente no canal.
Os especialistas insistem que O melhor a fazer com um piercing recente é deixá-lo em paz.A parte externa deve ser limpa delicadamente, removendo as secreções secas com gaze estéril embebida em solução salina, mas sem mover ou girar a joia, a menos que seja especificamente instruído pelo profissional.
Mito 5: Peróxido de hidrogênio e álcool são os melhores desinfetantes.
Outro erro clássico é pensar que Quanto mais agressivo o desinfetante, melhor será a cicatrização do piercing.Por isso, não é incomum ver pessoas aplicando água oxigenada, álcool a 96% ou até mesmo iodo diretamente no orifício recém-feito, várias vezes ao dia.
Esses produtos têm seu lugar no armário de remédios, mas Não são a melhor opção para uma ferida que precisa de muito tempo para cicatrizar.O peróxido de hidrogênio decompõe o tecido de granulação, o álcool desidrata e irrita a pele, e as soluções de iodo podem desencadear alergias em pessoas sensíveis ao iodo.
Dermatologistas e profissionais de piercing recomendam Sabonetes suaves com antissépticos específicos como clorexidina de baixa concentração, triclosan ou produtos específicos para cuidados pós-piercing. Para áreas como o umbigo, mamilos e genitais, recomenda-se lavar com esse tipo de sabonete um ou dois dias antes do piercing e seguir as orientações específicas durante o período pós-operatório.
Na linguagem, por exemplo, o uso de enxaguantes bucais especializados Esses produtos são capazes de reduzir bactérias e fungos sem danificar excessivamente a mucosa. É sempre melhor seguir as recomendações do profissional que realiza o piercing e não improvisar com o que você tem em casa.
Mito 6: Piercings são sempre muito dolorosos.
O medo da dor impede muitas pessoas, porque elas ouviram dizer que Todas as perfurações doem terrivelmente. Ou, inversamente, que "nada é perceptível" e eles se tornam excessivamente confiantes. A verdade está em algum lugar entre esses dois extremos e depende de diversos fatores.
O limiar da dor é algo muito pessoal: Cada organismo percebe o mesmo estímulo de forma diferente.Além disso, perfurar o lóbulo da orelha, composto de tecido mole com menos terminações nervosas, não é o mesmo que perfurar a cartilagem, a língua, o mamilo ou as áreas genitais, que são muito mais sensíveis e vascularizadas.
Para obter orientação, muitos clientes descrevem o Desconforto no lóbulo da orelha classificado como 3-4 em 10., mais parecido com um pequeno beliscão do que com uma dor insuportável, de acordo com um comparação de dorNo entanto, certos piercings em cartilagem espessa, língua ou mamilos podem ser mais intensos tanto no momento da inserção da agulha quanto nos dias seguintes.
O método também desempenha um papel importante: Um piercing feito por um profissional com agulhas apropriadas.Uma boa técnica e movimentos precisos geralmente são muito mais fáceis de executar do que improvisar, praticar em condições precárias ou usar métodos improvisados. O medo e a tensão prévios também aumentam a percepção da dor, portanto, estar informado e calmo ajuda bastante.
Mito 7: Um piercing leva apenas dois meses para cicatrizar completamente.
Outra ideia frequentemente repetida é que Qualquer piercing estará "pronto" em alguns meses. A partir desse ponto, você pode trocar a joia, manuseá-la descuidadamente ou até mesmo deixar o furo vazio por longos períodos sem o risco de ele fechar.
O tempo real de cicatrização depende de a área perfurada, o tipo de tecido e as características de cada pessoa.O lóbulo da orelha pode precisar de 6 a 8 semanas para se estabilizar razoavelmente, mas piercings na cartilagem (hélix, tragus, concha, industrial…), no umbigo ou nos mamilos podem levar vários meses, e até mais de seis meses, para cicatrizar completamente.
Para considerar um piercing verdadeiramente cicatrizado, A pele deve apresentar coloração normal, sem vermelhidão persistente.Não deve haver dor ao movimentar levemente a peça, nem secreção constante. Se, após 2 a 3 meses, você continuar sentindo desconforto intenso, inchaço perceptível ou secreção abundante, é aconselhável investigar as causas: joias de má qualidade, impactos frequentes, dormir sempre do mesmo lado ou até mesmo alguma condição médica subjacente.
Nesses casos, é recomendável consultar o profissional que fez o piercing ou, se houver suspeita de infecção, um profissional de saúde, antes de remover a joia por conta própria. Retirar o cateter repentinamente no meio de uma infecção. Isso pode aprisionar o foco dentro do tecido e complicar ainda mais a situação.
Mito 8: Piercings sempre deixam buracos permanentes.
Algumas pessoas evitam fazer piercings porque pensam que O buraco permanecerá para sempre.Visíveis e desagradáveis mesmo que parem de usar joias. Embora algumas possam deixar marcas permanentes, nem todas se comportam da mesma maneira.
Piercings simples em áreas como o lóbulo da orelha, especialmente se Elas não foram muito esticadas nem usadas por anos.Com o tempo, quando as joias deixam de ser usadas, elas tendem a fechar ou a se tornar quase imperceptíveis. O corpo preenche o canal com tecido, e a abertura diminui de tamanho.
Em contrapartida, piercings mais complexos ou maiores, como alargamento do lóbulo da orelha, certos piercings na língua ou piercings no septo, podem Deixar marcas visíveis ou pequenas depressões mesmo após anos sem usar piercing. O alargamento excessivo do lóbulo da orelha geralmente requer cirurgia plástica para restaurar completamente seu formato original.
Portanto, antes de fazer um piercing permanente grande, ou antes de começar a alargar um furo para inserir túneis ou plugs, é aconselhável Analise cuidadosamente se você aceitaria essas marcas em potencial no futuro. ou, se preferir opções mais discretas.
Mito 9: Piercings orais sempre danificam os dentes e a língua.
Os piercings na língua e nos lábios têm má reputação porque se diz que Invariavelmente, causam fraturas dentárias, perda do paladar ou problemas de fala.Embora existam riscos, eles não são tão absolutos quanto costumam ser retratados.
No caso da língua, se o piercing for feito em um centro profissional e A anatomia da área é respeitada.O profissional que realiza o piercing evita estruturas como nervos importantes ou vasos sanguíneos vitais. Danificar completamente o paladar com uma única agulha é praticamente impossível; a língua possui milhares de papilas gustativas distribuídas por toda a sua superfície.
Danos dentários ocorrem frequentemente ao usar joias inadequadas ou excessivamente compridasIsso ocorre quando a pessoa não consegue evitar brincar com a barra entre os dentes ou mordê-la repetidamente. Esse hábito, se mantido ao longo do tempo, pode lascar o esmalte, desgastar os dentes ou irritar a gengiva.
Consultas regulares ao dentista ajudam a detectar precocemente quaisquer efeitos indesejados e a escolher o tratamento adequado. Joias feitas com materiais seguros e tamanhos adequados. Isso minimiza significativamente os riscos. O desconforto ao falar ou uma leve dificuldade temporária em pronunciar certos sons geralmente melhoram à medida que o tecido se acomoda e a pessoa se acostuma com o piercing.
Mito 10: Piercings são só para criminosos ou pessoas marginalizadas.
Esse mito tem mais a ver com preconceitos sociais que entram em conflito com a realidade atualAinda existem pessoas que associam piercings ao crime, às drogas ou à marginalização, especialmente em gerações mais velhas ou em ambientes muito conservadores.
A história e a situação atual demonstram justamente o contrário: Os piercings corporais existem desde a Idade da Pedra. e o O termo 'piercing' se consolidou na língua espanhola.e fazem parte de culturas em todo o mundo, da África à Ásia e à Europa. A descoberta da famosa múmia alpina de Ötzi, com mais de 5.000 anos, já revelava orelhas perfuradas.
Hoje em dia, os piercings são amplamente padronizado em inúmeras profissõesTrabalhadores de escritório, atletas, artistas, profissionais da saúde, profissionais de tecnologia… Em alguns setores, ainda se exige um certo grau de discrição (por exemplo, não usar peças muito chamativas ao lidar com o público), mas está se tornando cada vez menos comum que um simples furo faça a diferença entre conseguir ou não um emprego.
No entanto, se você sabe que vai trabalhar ou trabalha em um ambiente muito formal, pode ser uma boa ideia. Opte por joias discretas ou piercings que possam ser escondidos. escondido sob a roupa ou o cabelo, para evitar conflitos desnecessários.
Mito 11: Quanto mais cedo, melhor (piercings em menores de idade e idade ideal)
Há quem pense que Quanto mais cedo o piercing for feito, melhor será a cicatrização.É por isso que bebês ainda recebem brincos com apenas alguns meses de idade, ou crianças são pressionadas a fazer piercings sem terem uma compreensão real do que isso significa.
Os profissionais concordam que não há idade mágica universal para piercingsMas é preciso aplicar o bom senso: a pessoa deve entender os cuidados necessários após a perfuração, ser capaz de dizer se algo dói e participar conscientemente da decisão. Fazer um piercing em alguém que não consegue se responsabilizar pela própria higiene ou expressar desconforto aumenta o risco de problemas.
No caso de piercings íntimos, como piercings nos mamilos ou genitais, deve-se ter ainda mais cautela. Essas são áreas com alta umidade e atrito.Infecções são mais prováveis nesses piercings se não forem cuidados adequadamente, e eles também podem interferir em etapas futuras, como gravidez ou amamentação. Por esse motivo, muitos especialistas recomendam reservar esse tipo de piercing para adultos bem informados e cientes das implicações.
O segredo é sempre recorrer a centros credenciados, com equipamentos esterilizados e equipe treinadae evite moradias improvisadas ou locais que não ofereçam garantias médicas mínimas.
Mito 12: Um piercing no mamilo ou no umbigo não afeta a gravidez ou a amamentação.
No caso das mulheres, existe uma crença perigosa: a de que Qualquer piercing pode ser mantido sem problemas. Durante a gravidez, amamentação ou exames ginecológicos, porque "estão na moda e nada de ruim vai acontecer". A realidade é mais complexa.
Ginecologistas e dermatologistas apontam que piercings nos mamilos, por exemplo, Podem obstruir os ductos por onde flui o leite materno.Se cicatrizarem mal ou ficarem infectadas, o leite pode vazar por orifícios laterais, além do central, aumentando o risco de obstruções benignas (galactoceles) ou infecções por contato com a boca do bebê.
No umbigo, o grande inimigo é A pele estica durante a gravidez.A região fica tensa e as joias podem incomodar, enroscar na roupa ou causar microlesões. Como precaução, muitos profissionais recomendam remover piercings no mamilo e no umbigo ou trocá-los por materiais e estilos específicos durante esse período.
Com relação aos piercings genitais, visto que são encontrados em áreas muito úmidas com atrito constanteO risco de inflamação ou infecção aumenta se esses procedimentos não forem realizados e acompanhados meticulosamente. Eles podem alterar a sensibilidade (às vezes para melhor, outras vezes causando dor), e é aconselhável discutir com um especialista como eles podem afetar a gravidez, o parto ou os exames ginecológicos.
Quanto a exames como o Papanicolau ou ultrassonografias vaginais, piercings íntimos geralmente não impedem sua realização, mas Podem causar desconforto ou exigir remoção temporária. De acordo com critérios médicos.
Mito 13: Piercings íntimos sempre melhoram a vida sexual.
Piercings nos genitais e em zonas erógenas tornaram-se populares com a ideia de que Elas definitivamente aumentam o prazer sexual.A realidade é mais complexa e depende da anatomia e da sensibilidade de cada pessoa.
Em alguns casos, um piercing bem posicionado pode aumentar a estimulação de certas terminações nervosas e tornar certos toques mais prazerosos. Mas o oposto também pode acontecer: a área pode ficar mais sensível à dor, pode desenvolver-se inflamação crônica ou o movimento da joia pode ser desconfortável durante a relação sexual.
Portanto, antes de sair correndo para comprar um piercing íntimo, é conveniente Consulte um perfurador experiente especializado nesse tipo de trabalho. Assim como com um profissional de saúde, especialmente se houver histórico de infecções, problemas de cicatrização ou hipersensibilidade na área.
Além disso, é preciso considerar a manutenção a longo prazo: Higiene completa, exames regulares e cuidados extras durante a atividade sexual. que podem causar puxões, pancadas ou enroscos involuntários.
Mito 14: Qualquer pessoa pode perfurar o corpo em casa com uma agulha "bem queimada".
A cena é familiar: alguém decide improvisar um piercing caseiro com Uma agulha aquecida com um isqueiro, um pouco de álcool e coragem.Embora possa parecer uma solução rápida e barata, é uma das piores ideias em termos de segurança e saúde.
Passar uma agulha pela chama não garante um resultado satisfatório. esterilização real ou uniformeMicroorganismos viáveis, resíduos de fuligem, partículas de metal danificadas pelo calor, etc., podem permanecer. Além disso, o ambiente doméstico não é controlado: superfícies sujas, mãos sem luvas, iluminação inadequada... tudo isso contribui para o problema.
Um profissional tem Autoclaves, agulhas estéreis descartáveis, luvas, máscaras e protocolos de higiene. Eles são meticulosos. Sabem exatamente onde inserir a agulha para evitar nervos importantes, vasos sanguíneos e estruturas anatômicas delicadas. Um erro de apenas alguns milímetros na língua, sobrancelha, genitais ou mesmo na cartilagem da orelha pode ter consequências permanentes.
Embora o resultado estético de um piercing caseiro possa parecer "aceitável" à primeira vista, o risco de infecção, cicatrizes inestéticas, queloides ou danos internos. A economia feita não compensa o custo. Nesse caso, investir em um bom curso é, literalmente, um investimento em saúde.
Mito 15: Piercings causam câncer, paralisia ou doenças graves com frequência.
Entre os alertas mais alarmistas estão aqueles que afirmam que Um simples piercing pode causar câncer, paralisia ou doenças terríveis.Essas afirmações não possuem respaldo científico em condições normais de prática profissional.
Um piercing bem feito, com joias apropriadas e em um ambiente higiênicoNão causa necessariamente câncer ou danos graves ao sistema nervoso. Os casos em que ocorrem complicações sérias geralmente estão ligados a práticas descontroladas, infecções mal tratadas ou pessoas com condições preexistentes que não foram levadas em consideração.
Em relação às reações alérgicas, elas representam um risco real, mas podem ser minimizadas através da escolha adequada. Materiais como titânio, bioplásticos de alta qualidade ou aço cirúrgico certificado.O níquel é um dos metais que mais causam alergias, e é por isso que geralmente é evitado em joias para piercings.
O que pode acontecer, especialmente em pessoas com predisposição genética, é a formação de queloides ou cicatrizes hipertróficasQuem já teve cicatrizes elevadas após cirurgias, injeções ou lesões deve discutir esse histórico com seu dermatologista antes de fazer um piercing, pois existe o risco de o problema reaparecer.
Essas cicatrizes podem ser tratadas em muitos casos com cremes específicos, injeções, laser ou até mesmo cirurgiaMas é sempre melhor prevenir do que ter que corrigir depois.
Piercings, quando feitos corretamente e cuidados adequadamente, podem ser Uma forma segura e estética de expressão corporal.Mas exigem responsabilidade: informar-se, escolher um bom estúdio, optar por materiais adequados e respeitar os tempos de cura é o que faz a diferença entre uma experiência satisfatória e uma dor de cabeça.
